Nas aulas de teoria geral do direito estou aprendendo que o meio termo entre duas coisas é o ideal. O ideal de um governo não é ter metas só para a população pobre ou só para os ricos, deve haver um consentimento entre os dois, o meio termo entre o conservador e o radical também é o ideal. Temos também com exemplo a coragem, ela em falta nos torna fracos e impotentes, e ela em excesso nos faz estúpidos e irresponsáveis. O que o mundo busca é o ideal, um meio termo, a harmonia entre os opostos. Isso também se aplica à minha vida, e posso entender o porquê que é tão difícil de se alcançar este equilíbrio.
Me encontro exatamente numa fase intermediária da vida, num meio termo, no ideal. Estou diante do passado e do futuro, das minhas velhas amizades e das amizades recém-descobertas, diante da infantilidade do colégio e da seriedade da faculdade, diante da saudade do ontem e do êxtase de viver o amanhã. Isso é bom, poder estar de mãos dadas com o passado e também com o futuro.
Mas devo dizer que é dificil chegar nesse ponto, e principalmente manter esse equilíbrio, ainda mais quando se trata dos nossos sentimentos, não foram poucas as vezes que o passado me afundou em pensamentos nostálgicos e me deixou insegura quanto ao futuro, e também não foram poucas às vezes as quais o ânimo com o novo me fez querer cortar todos os laços com o passado.
Posso dizer que esse é o ideal, porém os pesos recaem em ambos os lados, se acumulam, uma hora essa balança vai pender mais para um lado. Sem falar que ainda há muitas coisas as quais eu devo estabelecer um meio termo ainda.
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